segunda-feira, 23 de novembro de 2015

UM BREVE PASSEIO ENTRE ALGUNS POUCOS ANOS




Saudações! E com uma longa distância percorrida, desde a última postagem, diria, aos meados de junho de 2013, mas precisamente durante o início do barra no dia 19 daquele mês e quando muito ainda era prematuro, gritavam-se contra os conhecidos 20 centavos no aumento das tarifas dos coletivos, trens urbanos e o metrô na grande São Paulo. É certo que naqueles dias ainda em junho, ainda era recebido, por parte da grande mídia do estado imensa repudia, caso que logo se inverteria, visto os choques policiais se lançarem contra a mesma imprensa, que até então seguia soberana. Porém, esse é um momento de retorno, e como todo retorno, como tal, é preciso fazê-lo citando um apanhado dos fatos que nos acompanharam aos olhos durante esse período de silêncio na página, mas de inquietude em nossa impressão.


Pois bem, durante os meses que transcorreram o ano de 2013, vimos o que antes era chamado de marcha, se transformar em “jornadas”, as jornadas do 13 (que faz relação ao ano de 2013, não sejam infantis), ganhando proporção ainda maior, migrando pras então finadas “marchas nacionais contra a corrupção”, onde a bandeira nacional era substituída pela indumentária preta, porém desta vez, elas estavam um tanto mais intensificadas, e já era possível notar, que, não só por 20 centavos gritava a massa. Ainda em junho desse mesmo ano, retomava a rua o grito contra a “esperada” Copa do Mundo no Brasil, e embora tenhamos o compromisso de passar uma visão imparcial, é correto dizer que a mesma não sofria repudia da grande massa. Grava o surgimento das chamadas respostas imediatas, algo que a grande imprensa, mas uma vez intitulou de “vandalismo”. Mesmo frente à uma copa que nos arrasaria financeiramente por completo, de repente, lutar contra a sua vinda, por mais inevitável que fosse, foi transformado em algo enfadonho. Acompanhada de greves e crescentes tentativas de ocupação da ALERJ – Rio de Janeiro, nesse período é possível afirmar que o movimento tornou-se nacional, conquistando a atenção da maior emissora de TV, exibiu-se o manifesto em rede nacional durante o horário nobre em período estendido, e podemos dizer que também vimos isso.
Mergulhando em 2014, após um período de muitas promessas, frente aos movimentos, frente à retroação de São Paulo quanto ao aumento das tarifas, com a Copa das Confederações, já era sólido dizer que, dia após dia, cresciam o número de coletivos, e formas de mídia completamente independentes, sentiu-se que nosso país podia ter uma chance, pois, ainda de forma bastante modesta, já era possível perceber o inclínio de diversas fontes, elas nas periferias, destinadas ao interesse na livre informação, livre de manipulação, porém constantemente atacadas pela grande imprensa. Afinal, constantemente é assim. 


E vimos a ocupação da ALERJ no Rio de Janeiro por parte dos professores em greve, e também em uma noite de intensa chuva, vimos sua brutal desocupação. Acompanhamos, de coletivo a coletivo, as demarcações de casas a serem desapropriadas, assim como também, as desapropriações da Aldeia Maracanã e comunidade Metrô, ambas no Rio de Janeiro. Inúmeras obras serem erguidas, e ainda hoje não concluídas, pessoas desalojadas, era preparada a copa do brasil.

Nesse momento, manifestar-se já era um ato criminoso, importava saldar a bandeira, representada pelos jogadores e seus salários milionários, e vimos esse sonho, completamente alheio a poucos, porém desejado por uma grande massa, ser desfeito em uma partida perdida a 7 gols europeus, pra apenas um agonizante dessa nação que chamamos de nossa.


E novamente, a massa voltou-se contra a referida competição mundial, em princípio, viu-se uma espécie de síndrome de Estocolmo, visto à nação torcer e prestar vivas ao seu recente algoz, a nação alemã, confesso que achamos estranho, e demasiadamente interessante.
Passadas as festividades, vimos o Brasil buscar lados, antigos manifestantes, não saberia dizer ao certo o volume disso, alcançar a imprensa, sim, a grande imprensa, porém agora falava-se em terrorismo. Sim, pasmem meus queridos, citou-se terrorismo e também confesso não entender, e também não achar nada interessante. Houve a morte de um cinegrafista, houve investigação e em diversos lados  falou-se em bandidos, e falou-se em interesses na esquerda, salvação na direita. 

Já o Amarildo, esse não voltou mesmo.
E também vimos, completamente descrentes a então chegada do período eleitoral. E vimos o garoto da direita afirmar ser a resposta aos gritos das ruas, sim, aquele mesmo que tanto as perseguiu e nem nos vale a pena relembrar o quanto. Porém havia também a menina da esquerda solicitando continuar o chamado avanço, e cá entre nós, pesamos, eis uma sensação de estar entre a cruz e a espada, e o resto vocês sabem bem o que dizer, ou talvez julguem saber, assim como nós da Vivienda. Pois bem, sustentou-se o atual regime, uma maré inconformada relata fraude eleitoral, outra também inconformada diz que não, mas o denominador dessa questão não nos surte nenhuma surpresa, pois nos dias do hoje, após uma longa corrida em que, se viu gente nada gabaritada presidir a comissão dos direitos humanos, viu-se a Rússia romper contra a Ucrânia e até mesmo antigos opressores reivindicarem direitos frente aos anos do barra.



“Tentando entrar do seu jeito infeliz”. Nos dias do hoje, esses momentos do agora, assistimos a brasileiros se comportando como os finados e envergonhados americanos da década de 1950, gritando contra o comunismo, acreditem, contra o comunismo, quase como quem quer criar a extinta caça às bruxas, é um fato, eles realmente creem nisso. É certo que imaginávamos um declínio pra direita, porém, hoje também assistimos a completa inércia das nações frete à uma guerra em que o inimigo foi criado por nós mesmos, assim também, é possível ver a completa insanidade diante de uma catástrofe ambiental com nome, hora e culpado a responder, porém tratado aos tapinhas, diante da nossa velha conhecida política do rabo preso.

Ah sim, por incrível que pareça, o Brasil tornou-se patriota, ou pelo menos acredita ser. Ele quer atirar com o aval do estado, quer hastear a bandeira no quintal de casa e também deseja punir homossexuais, umbandistas, restringir direitos civis e pasmem, ele quer o retorno da ditadura. Acredito que “EL DUCE” ficaria orgulhoso de todos nós, mas não de todos nós.




Mas só pra não esquecer, podemos ter descoberto a cura do cura do câncer, foi lá na USP, porém ainda não poderemos saber, falta descobrirem antes uma maneira deles darem um jeito de nos vender a Fosfoetanolamina, ou quem sabe arrecadar via SUS.




Imagens: Via domínio público
Postagem: La Vivienda Libre!
Renan Santana
Juliana Farias
Texto por: Renan Santana